Umas poucas palavras

-Não fossem as palavras instrumentos da emoção e não teríamos lido grandes obras de outros tantos autores.

-Não teríamos “dito” o que sentimos nas mais profundas emoções que, de quando em vez, nos avassalam.

-Não fossem as palavras e não saberíamos ler, escrever e expor o que os sensíveis escrevem e os insensíveis remetem ao silêncio quadrado do seu isolamento narrativo.

-Pai,

É um substantivo masculino. Mas é, acima e além de tudo, aquele que nos dá vida, o apelido final da nossa identificação social (filho de…).

-Pai,

É quem, juntamente com a Mãe, nos deu o privilégio de estar aqui e agora. De sermos, também, pais e, quem sabe, avôs.

-Pai,

É o que nos chamam depois de o chamar.

-Pai,

Pater, hoje é o teu dia, o dia de todos os que geraram vida, que lutam e lutaram por dar sustento e condições aos filhos juntamente com as nossas Mães.

– Pai, meu pai,

Hoje é o teu dia.

O orgulho extravasa a área desta sala onde, humildemente, escrevo estas palavras.

-Pai,

Carregar o teu apelido, ser teu filho, não só coloca essa tônica paternal, essa responsabilidade de dar continuidade ao teu legado social e familiar mas, acima de tudo, permite-me – porque fomos amigos – estas parcas e nunca demasiadas palavras de reconhecimento e eterna saudade.

Pai,

Já agora, dá um beijinho de saudade à mãe.

Dos teus filhos.

CA e AM

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