Um enjeitado entregue ao pai!

Recebemos esta notícia do nosso amigo  José Lopes que muito agradecemos, sinalizando que este espaço é de todos os que queiram enviar informações de interesse para a história, não só do concelho da Nazaré mas, também, da região Oeste Litoral.
Passamos a apresentar os registos. 
Do Livro de Registos de Batismos da freguesia de Alfeizerão respeitante aos anos 1697 a 1737, conservado no Arquivo Distrital de Leria (cota IV/24/B/31) transcrevemos, atualizando a pontuação e a ortografia, dois assentos complementares sobre uma criança exposta à porta do pároco de Famalicão, o padre Francisco do Couto.
Aos vinte e nove dias do mês de Julho de mil e setecentos e trinta e um anos, eu, o Padre António do Couto Maio, Cura nesta paroquial igreja de S. João Batista desta vila de Alfeizerão, batizei solenemente e sub conditione e pus os Santos Óleos a António, enjeitado, o qual foi entregue ao Juiz desta vila, o Alferes Manuel Antunes de Vale de Maceira, pelo Padre Francisco do Couto do lugar de Famalicão, a cuja porta o deixaram na madrugada do mesmo dia, como consta de um escrito que o dito Padre escreveu ao dito Juiz, e como não trazia cédula de que tinha sido batizado, o fiz na forma referida; foram padrinhos António Dias Landes desta vila e Inácia Ramos, mulher de Pedro Dias desta vila. E para que conste fiz este assento. Era ut supra.
O Cura António do Couto Maio
[ADLRA, IV/24/B/31, fl. 160]
 Aos cinco dias do mês de Agosto da Era acima, indo oficiais da Câmara desta dita vila ao Sítio de Nossa Senhora da Nazaré, como é costume, com a procissão desta freguesia, levaram o enjeitado acima e o entregaram ao pai, que é o Capitão António de Sousa Tavares da vila da Pederneira, o qual o aceitou. E para que conste, fiz esta declaração. Era ut supra.
O Cura António do Couto Maio

[ADLRA, IV/24/B/31, fl. 160]

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