Um casamento no Valado (1875). O pai da noiva era de Estarreja!!!

Consta desta forma o primeiro registo que aqui colocamos da actual Vila de Valado dos Frades. Isto apesar da documentação mencionar o topónimo apenas como Vallado e, mais modernamente, Valado.
Sobre a associação do mesmo topónimo a “dos Frades” existem várias opiniões que, por ora, não debateremos, sabendo, contudo, que nos livros de registo paroquial desta freguesia, em principios do século XX começa a ser escrito Vallado dos Frades.

1875
«Aos dezoito dias do mez de janeiro do anno de mil oitocentos setenta e cinco, pelas tres horas da tarde nesta Egreja Parochial de São Sebastião do Logar do Vallado, Concelho e Arcyprestado [?] de Alcobaça, Diocese de Lisboa na minha presença comparecerão os nubentes João Pereira Ferro e Anna da Silva Barril, os quaes sei serem os proprios, com todos os papeis do estylo correntes e sem impedimento algum canonico ou civil para o cazamento: elle de edade de quarenta e seis annos, de profissão agricola, solteiro natural e morador n’este logar, baptisado n’esta freguesia, filho legitimo de José Pereira Ferro e Maria Barqueira fallecidos, elle baptisado na freguesia de Nossa Senhora das Arêias da Pederneira, e ella n’esta freguesia em que forão moradores:
ella de edade de trinta e nove annos, solteira, de profissão serviço domestico, natural e moradora n’este logar, baptisada nesta freguesia, filha legitima de Andre da Silva Teixeira e Francisca da Silva, fallecidos, natuares, elle de Estarreja, Bispado de Aveiro, e ella d’esta freguesia em que forão moradores, os quaes nubentes se receberão por marido e mulher, e os uni em Matrimonio, procedendo em todo este acto conforme o rito da Santa Madre Egreja Catholica Apostolica, Romana passando a residir nesta freguesia. Foram testemunhas presentes, que sei serem os proprios, João da Ignácia, pedreiro, Manoel do Coito, lavrador e Lourenço da Silva Barril, trabalhador, cazados moradores n’este Logar e freguesia. E para constar lavrei em duplicado este assento que depois de ser lido e conferido perante os conjuges e testemunhas, o assignei so por elles não saberem escrever. Era ut supra.
O Parocho                                                                         Antonio da Silva Ramos Ferreira»*
*ADLRA: Livro de Casamentos, 1875, f. 4v
O negrito é da nossa responsabilidade.

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