O José é que tinha razão

Tinhas razão José. Não falhaste em nada no que escreveste naquele livro cujo título não lembraria a ninguém, nem à mais imaginativa cabeça viva neste mundo retorcido de ideologias. Alguém poderia lembrar-se de escrever sobre as consequências da não morte num único dia?! Alguém poderia imaginar as implicações que esse inimaginável acontecimento teria para a Humanidade, a não seres tu, José? Não. Trilhaste a história de uma forma que - para quem a leu - apenas um genial sentimento humanista poderia descrever. E lá foste escrevendo, mesmo sabendo que o que narravas era tão improvável como se agora alguém inventasse uma teoria matemática que colocasse em causa que a distância mais curta entre dois pontos é uma recta! Mas, sabes José, estejas onde estiveres, no teu Portugal (que te abandonou) no teu Mundo, vive-se uma situação análoga à tua, diria mesmo, profecia. Talvez fosse melhor, e apesar de tudo, o…

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