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Sinopse

Um estudo que abranja as comunidades de Ílhavo e da Nazaré não será, com toda a certeza, obra do acaso, mas uma revisitação a uma relação – social e económica – que vem de tempos antigos, que se renova com a pesca do bacalhau, e que permanece com os descendentes de ílhavos que, talvez pela perda da memória colectiva, pela insipiente investigação sobre o assunto, se terão perdido nas brumas de cruzamentos familiares. Não será por acaso que na Nazaré ainda hoje se usa a velha expressão que aqui somos todos primos uns dos outros. Nada mais certo e bem comprovado pelos vários estudos genealógicos. A relação entre estas comunidade merece ser estudada de uma forma aprofundada, tão forte é a história que as une. Não devendo, por isso, considerar-se que o presente estudo encerra em si alguma conclusão, mas o princípio de um caminho que deverá ser trilhado, por forma a reaproximar a sua história social e económica. Posto isto, o presente estudo apenas pretende dar a conhecer uma ínfima parte da história das gentes de Ílhavo em terras da Pederneira, desde os registos mais antigos que encontrámos, plasmados nos Registos Paroquiais, até ao encontro, em dois ou três exemplos, de famílias que derivam dessa região e ainda com descendentes no Concelho da Nazaré. Muitos mais existirão, não podemos colocar isso em dúvida, mas é essa a nossa demanda: incentivar os investigadores destas duas localidades a enveredar por um trajecto comum por forma a redescobrir, no tempo e no espaço, todos aqueles que são Património comum de duas terras distantes geograficamente, mas geminadas no que à história social e económica, diz respeito.

Sinopse

Junto à Igreja de São Gião, localizada no Concelho da Nazaré, ergue-se um pequeno aglomerado de casas que fariam parte da Quinta de São Gião. É sobre as referências documentais e bibliográficas a essa Quinta que o presente trabalho incide. Assim como a eventual relação da mesma com a Igreja de São Gião. Os seus proprietários, moradores são também assunto de interesse para o conhecimento desta Quinta cujos limites anteriores a 1947 iam, a norte, desde a foz do rio Alcoa até ao Salgado, a sul.

Sinopse

O presente trabalho tem como objectivo contribuir para a caracterização do povoamento da área da extinta lagoa da Pederneira, localizada nos Concelhos de Nazaré e Alcobaça, desde a ocupação romana até ao século XII.

A escolha deste espaço temporal justifica-se pela existência, no nosso entendimento, de

uma lacuna na informação disponível sobre as ocupações romana, visigótica e muçulmana, na Estremadura litoral onde se enquadra a extinta lagoa.

Embora a informação bibliográfica, algo vasta, mas redundante, nos possa ajudar a interpretar algumas questões que se encontram em aberto nesta temática e nesta zona da Estremadura Litoral, a falta de trabalhos arqueológicos contribui para a uma abordagem mais conjectural do que baseada em factos científicos.

Apesar destas dificuldades, não deveremos descurar a Estação Arqueológica de Parreitas

(Bárrio – Alcobaça) e a Igreja de São Gião (Famalicão da Nazaré), locais que forneceram,

após trabalhos de arqueologia, elementos que em muito nos ajudaram a perceber a tipologia do povoamento na área que nos propusemos estudar. Apesar disso, não deixam, ainda assim, de permanecer algumas questões, nomeadamente as relativas à Igreja de São Gião.

Outros locais existem ainda, como o Rossio da Pederneira, a Fortificação de Dom Framondo e o local de Águas Belas, que aguardam uma intervenção arqueológica para que se passe das suspeitas às certezas sobre a existência das estações arqueológicas mencionadas por alguns investigadores e sustentadas por nós neste trabalho.

É neste contexto de pouca informação, em particular sobre as épocas visigóticas e muçulmanas, que decidimos abordar esta temática esperando que o nosso contributo, que agora se apresenta, possa, de certa forma, fornecer novos elementos de discussão sobre a tipologia do povoamento na área da Lagoa da Pederneira, na época referida. (2013)

1º Volume da Dissertação de Mestrado em Estudos do Património, defendida em 2010.

Sinopse

Um estudo  que pretende analisar as várias alterações geográficas, sociais, económica e eclesiásticas que poderão ter estado na origem da migração da Pederneira, desde uma possível implantação junto à extinta Laguna da Pederneira até à sua localização atual. (2012).

Sinopse

O local da Pederneira tem sido, ao longo dos tempos, apelidado como A Terra dos Mortos, “título” que recebeu, certamente, pelo facto de ali existir o único cemitério existente na vila da Nazaré.

Escusado será dizer que não só não concordamos com este “título”, popularmente atribuído a este lugar, como pensamos que a existência do cemitério na Pederneira acaba por ser um testemunho da sua antiguidade e, por conseguinte, uma prova inequívoca da importância que a Pederneira teve na formação do aglomerado urbano que hoje se conhece como Nazaré.

De facto, esta última não existiria sem a primeira e, por tal, a história da formação deste aglomerado urbano não pode ser analisada de forma isolada mas complementada, sendo por isso que, na nossa opinião, a desmistificação desse “título”, atribuído à Pederneira poderá constituir mais um exemplo da sua importância geográfica, social, económica e eclesiástica.