Henriqueta de Oliveira, das Alhadas de Baixo

Henriqueta de Oliveira, nasceu em Alhadas de Baixo, na Freguesia de São Pedro das Alhadas, Concelho da Figueira da Foz, no dia 7 de Janeiro de 1837.

Filha legítima de Dionísio Gonçalves Nossa e de Maria Luiza de Oliveira[1].

Neta paterna de José Gonçalves Nossa e de Maria Nunes e materna de António Pinto e de Luiza de Oliveira, todos das Alhadas.[2]

Os bisavós paternos eram José Gonçalves Nossa e Marianna da Silva[3] e José Nunes e Luiza Gonçalves.

Estes últimos, eram filhos de José Gonçalves Nossa e de Magdalena de Freitas e de Veríssimo José Pessoa e Paula da Silva (Trisavós de Henriqueta de Oliveira). Todos eles da Freguesia de São Pedro das Alhadas.

Henriqueta de Oliveira viria a casar – já na Pederneira – no dia 15 de Maio de 1859 com Joaquim Vasco,[4] natural da Pederneira. No entanto, o pai, António Vasco, era natural da Freguesia de São Tiago, Torres Novas, sendo a mãe, Maria Thereza da Conceição, natural da Pederneira. Sobre este ramo haveremos de nos focar numa futura abordagem.

Este casamento, entre Henriqueta de Oliveira e Joaquim Vasco, haveria de deixar descendência com Eugénia Vasco, Luís Vasco, Eugénio Vasco, Maria José Vasco, Cláudio de Oliveira, Pedro Vasco[5] e, por fim, Jacintha de Oliveira Vasca (bisavô pela parte materna).

Como já referimos em artigos e trabalhos anteriores o conhecimento das origens geográficas dos nossos antepassados são fundamentais para a nossa percepção de uma Identidade Social e Cultural que, não raras vezes, se assume como genuína e fundadora de uma determinada comunidade, de um determinado local.[6]

Não é este o caso, nem será, como já amplamente mencionámos, de outros tantos apelidos, de outras tantas famílias que arreigadas, para o nosso caso, à Nazaré, acabam por ser originárias de locais quase “inimagináveis”.

Trata-se de um tema que merece um estudo contínuo e distanciado.

Para já deixamos a descendência de Jacintha de Oliveira Vasca (1874-1948), aposta na foto acima:

Em cima ao centro: Joaquim Mafra Fidalgo (1871-1923)

Da esquerda para a direita, em pé: Fernando de Oliveira Fidalgo, Luís de Oliveira Fidalgo e Abílio de Oliveira Fidalgo.

Em baixo, Irene Marques Fidalgo, filha da Sr.ª que está ao lado, Maria da Conceição Marques, Jacintha de Oliveira Vasca, Branca Fidalgo e Preciosa Fidalgo.

[1] Casaram no dia 7 de Janeiro de 1834 em Alhadas, extactamente três anos antes do nascimento de Henriqueta.  A.U.C. – Freguesia de São Pedro das Alhadas, Livro de Casamentos, 1834, f. 99.

[2] A.U.C. – Freguesia de São Pedro das Alhadas, Livro de Baptismos, 1837, f. 155.

[3] Casaram em 6 de Outubro de 1768 em Alhadas. A.U.C. – Freguesia de São Pedro das Alhadas, Livro de Casamentos, 1768, f. 23.

[4] A.D.L.R.A. – Freguesia de Nossa Senhora das Areias, Pederneira, Livro de Casamentos, 1859, f. 88.

[5] Sobre Pedro Vasco leia-se o que escrevemos neste espaço: https://pedradoporto.com/as-surpresas-que-a-genealogia-nos-reserva/ (acedido em 27/06/2020).

[6] Sobre este assunto, consulte-se o nosso trabalho: Gente de Fora na Pederneira: O caso da comunidade de Ílhavo (1609-1850), edição 5Livros, 2020.

Foto gentilmente cedida por Mara Fernanda Bem e Silvano Bem, meus primos em segundo grau, cuja colaboração na redacção deste pequeno artigo foi de primordial importância e a quem agradecemos.