• Adriça: Cabo de laborar que serve para içar ou arriar as velas; as velas latinas quadrangulares possuem duas adriças, uma da boca (que iça a boca da carangueja), outra do pique (serve para repicar a carangueja).
  • Baixel: (Do cast. vaixell, do lat. vascellu-, dim. de vasculu-, «vasinho»). Pequeno navio com pouca altura.
  • Bugiganga: Rede de cerco. Já em 1802 chamava-se a atenção para a utilização desse tipo de pesca. «E porque estas providencias se tornarião inuteis, senão se obstasse efficazmente ao perjuizo, que fazem a creaçâo do peixe differentes qualidades de redes nestes ultimos tempos introduzidas; e que sendo por essa razão prohibidas em todos os Estados Civilizados, se não deverião ter permittido, Ordeno, que nos rios de Lisboa, e Setubal se não faça uso das chamadas Tarrafas , Bugigangas, Chichorros , Mugeiras, Tartaranhas, ou outras que arrastem , seja para se colherem no mar, seja nas praias; e a mesma prohibição terá lugar em distancia de cinco léguas das bocas dos ditos dois rios.»
  • Costado: Corpo que permite a embarcação flutuar. Se for construído em madeira pode ser de tabuado liso, trincado e de tabuado diagonal.
  • Dormon: Barco veloz. Topónimo mencionado como localizado no território da Pederneira num documento do século XVIII/XIV. O topónimo encontra-se referenciado na freguesia de Famalicão, o local ainda hoje é popularmente conhecido.
  • Gáveas: Conjunto de todas as vergas ou velas que cruzam por cima dos papa-figos.
  • Joanetes: Conjunto de todas as vergas ou velas que cruzam por cima das gáveas.
  • Mamoa: disposição de pedras, da época pré-histórica que se supõe ser construção sepulcral; anta (Do lat. mammula «mama pequena».
  • Moitões: Peças de poleame de laborear, só com uma roldana, empregadas em muitos serviços do navio.
  • Mujigangas: o mesmo que bugiganga. «Mijeganga, mujiganga ou mojiganga, rede para apanhar peixe miúdo, termos que por ventura se relacionam com: bugiganga ou bojiganga.»
  • Ovéns: Cabos que aguentam os mastros de bombordo a estibordo e fazem parte das enxárcias.
  • Papa-figos: Conjunto de todas as vergas mais baixas ou velas que nelas envergam.
  • Pataxo: o m.m. q. Patache Franc., Patax Cast., Patacho, Pataxo Port. De batúch, «navis bélica».
  • Patarrazes: Cabos fixos que servem para aguentar o gurupés, pausa da butarrona e giba de bombordo.
  • Poleame: Conjunto de moitões, cadernais, patescas, catrinas, papoilas, bigotas, sapatas, caçoilos, polés, existentes a bordo de um navio e divide-se em poleame de laborar e surdo.
  • Poleame de laborar: Constituído por roldanas, tais como: moitões, cadernais, patescas, catrinas e papoilas.
  • Poleame surdo: Não apresenta roldanas, tais como: bigotas, sapatas, caçoilos e polés.
  • Promontório: do latim: Prõmontõrium = promunturium. Cabo formado por uma montanha.
  • Paredão: muro alto e com alguma largura, construído geralmente para segurar terras ou refrear águas; parede grande.

Fontes consultadas: 

  • Moderno Dicionário da Língua Portuguesa”, Tomo I, Lexicoteca, Círculo de Leitores, Edição 1110, 1985.
  • Dicionário Latim-Português, 3.ª Edição, Porto Editora, Maio, 2008.
  • Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, Abril, 2006.
  • Douro – Litoral, Comissão Provincial de Etnografia e História, Edição da Junta, 1956.
  • LAPA, Manuel Rodrigues. Lições de literatura portuguesa: época medieval, 10ª Edição, 1981. 
  • NEVES, Adelino Braz das. Marinharia Teórica, Lisboa, 1963.
  • YANGUAS, Leopoldo de Eguilaz y. Glosario etimológico de las palabras españolas: (castellanas, catalanas, gallegas, mallorquinas, portuguesas, valencianas y bascongadas). De orígen oriental (árabe, hebreo, malayo, persa y turco), Edicion, La Lealtad, 1886.
  • SILVA, António Delgado da. Collecção da Legislação Portugueza, 1802 a 1810, Lisboa, 1826.