Manuel Guincho, por Paul Girol

Pescador Manuel Guincho, Paul Girol, 1958 Um amigo meu enviou-me um email com esta gravura que retrata um tal de Manuel Guincho, pescador, da autoria de Paul Girol. Enviou-me e perguntou-me quem era este Manuel Guincho, talvez porque saiba que esse é o meu último apelido e que tenho como passatempo andar "atrás" dos meus antepassados. Na verdade, não lhe consegui responder à pergunta. O meu bisavô chamava-se Manuel Guincho Repolho (este último de alcunha), era proprietário de terras de semeadura no Sítio, pescador e, também, proprietário de uma taberna num seu edifício que se localizava junto ao chamado Suberco do Maneta, no Sítio da Nazaré. Mas não podia ser este o tal Manuel Guincho, posto que o meu bisavô faleceu em Peniche no ano de 1948, dez anos antes da gravura em causa. Nada mais posso acrescentar, nem dar resposta ao meu amigo, a não ser que o apelido Guincho…

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O confronto emocional no conhecimento dos nossos antepassados:uma reflexão

Em abono da verdade, porque da verdade se trata, foi numa simples conversa com a minha mãe  que comecei a nutrir o interesse pelo conhecimento dos meus avós (nas fotos: Abílio d'Oliveira Fidalgo e Jesuína Murraças) Se na altura se tratava de iniciar um estudo genealógico ou não, pouco me importava. Nem era essa a minha intenção ou, melhor dizendo, o próprio conceito não era do meu conhecimento. Eram, antes porém, as fotografias dos que não conheci, porque morreram antes de eu nascer, que me despertaram a curiosidade. Quem eram? Como eram? Qual a "herança" social que deixaram para os seus descendentes? De um grão de areia, de conversas e descrições, surgiu - assuma-se – uma montanha de curiosidades, da necessidade de ir mais além, de ir a jusante da fotografia, depois do horizonte que os meus pais me contavam e, sem querer, me condicionava. Contavam-me histórias quase irreais. Histórias…

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