O confronto emocional no conhecimento dos nossos antepassados:uma reflexão

Em abono da verdade, porque da verdade se trata, foi numa simples conversa com a minha mãe  que comecei a nutrir o interesse pelo conhecimento dos meus avós (nas fotos: Abílio d'Oliveira Fidalgo e Jesuína Murraças) Se na altura se tratava de iniciar um estudo genealógico ou não, pouco me importava. Nem era essa a minha intenção ou, melhor dizendo, o próprio conceito não era do meu conhecimento. Eram, antes porém, as fotografias dos que não conheci, porque morreram antes de eu nascer, que me despertaram a curiosidade. Quem eram? Como eram? Qual a "herança" social que deixaram para os seus descendentes? De um grão de areia, de conversas e descrições, surgiu - assuma-se – uma montanha de curiosidades, da necessidade de ir mais além, de ir a jusante da fotografia, depois do horizonte que os meus pais me contavam e, sem querer, me condicionava. Contavam-me histórias quase irreais. Histórias…

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