Valado dos Frades. As minhas memórias da estação

 A melhor síntese que conheço sobre a história da linha ferroviária do Oeste é da autoria do historiador Bonifácio Serra.[1]Nesse pequeno mas importante texto, o autor aborda todas as questões relevantes para uma análise do que foi e do que é hoje essa via estruturante, desde finais do século XIX até ao encerramento de algumas estações e supressão de muitos comboios, acontecimentos que lhe traçaram o destino de linha ferroviária fantasma.Na verdade, a linha do Oeste servia todo este importante eixo litoral com composições bastantes para passageiros e mercadorias. A linha estava viva, as pessoas contavam com o comboio e esse meio de transporte era mais que uma alternativa, era algo que fazia parte da identidade de um território, de uma identidade social e cultural, desde a capital até à Figueira da Foz.Socorrendo-me da memória, relembro as décadas de 70 e 80, em que chegavam e partiam pessoas e mercadorias…

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