Embarcações com os nomes de “Nazaré”, “Santa Maria da Nazaré” e “Nossa Senhora da Nazaré”, segundo uma recolha de Quirino da Fonseca

Caravela redonda do séc. XVII (de um quadro do Santuário de N.ª  S.ª  da Nazaré) * O contributo de Quirino da Fonseca para o conhecimento das embarcações com invocação a Nossa Senhora da Nazaré[1] * Século XIV «Séc. XIV – Reinado de D. Pedro I e D. Fernando I (1357 a 1383) No reinado de D. Fernando I, época em que já vemos bastantes naus prestando serviço entre nós, quer em transportes mercantes, quer em acções militares, uma delas somente, encontramos nomeada, a saber: NAZARÉ (S.TA MARIA DA) Existia em 1382, isto é, em fins deste reinado [D. Fernando] e pertencia a D. Fernando, o que vale dizer que era do Estado e não de particulares. Para aquele tempo, julgava-se grande barco; - “da nossa naao grande sancta Maria de Nazaré” – contêm o diploma que isenta o seu mestre, João Dominguez, de ser constrangido a satisfazer – “aquilo que ele hade pagar…

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Naufrágio da barca norueguesa Undine

Arquivo Distrital de Leiria (ADLRA), Registos de óbito da freguesia da Pederneira da Nazaré: 1898-1898, fólio 1v a 2.Registo de óbito de 4 de janeiro de 1898“ Aos quatro dias do mez de janeiro do anno de mil oitocentos noventa e oito, na praia do Norte desta freguesia de Santa Maria das Arêas da Pederneira, concelho d´Alcobaça, patriarcado de Lisboa, pelas seis horas da tarde, no sítio do Barrinho appareceu arrojado pelo mar um cadáver de homem corpolento indicando edade de trinta annos, parecendo ser um dos náufragos que tripulavam a barca noroguesa Undine = à qual à vista de terra no dia 20 do passado [dezembro] se havia submergido no mar fronteiro à Mina do Azeche, salvando-se só nove dos tripulantes que tendo saltado para uma pequena lancha da barca submersa vieram debaixo do maior prerigo fundear defronte da povoação Praia da Nazareth; teriam perecido todos senão fossem soccorridos…

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