Jaime Cortesão e a fundação da Nazaré

Jaime Cortesão -  Alexandre Herculano, Ramalho Ortigão, Almeida Garrett e Fernanda Espinosa - entre outros, possui o dom de escrever a história de uma forma simples, para quem lê, mas de profunda análise para quem investiga.  Não será por mero acaso que Jaime Cortesão é considerado uma dos maiores historiadores portugueses posto que, como diz Figueiredo Santos (2017), " Ter consciência da História não é estar informado das coisas outrora acontecidas, mas perceber o universo social do acontecer como algo submetido a um processo ininterrupto e direccionado de formação e organização". Mas voltemos a Jaime Cortesão e a Nazaré: Não mais que três páginas ocupa o Autor com a Nazaré mas, mercê de uma capacidade de síntese invejável,  consegue sintetizar toda a história desta terra, deste povo. Não querendo transcrever aqui as três páginas que mencionámos abordamos, por questões cronológicas, uma questão que nos parece muito pertinente e que de…

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Um afogado e a zona onde se tomava banho na praia em 1840

Era, segundo o registo que se seguirá, junto às pedras que eram tomadas as banhocas, pelo menos é o que o vigário, António José Serra, refere. Contudo, nem sempre com bom resultado mas, como se sabe, o problema não é do local mas das vicissitudes da costa ocidental portuguesa que, banhada pelo Atlântico, apresenta uma costa, geologicamente, bastante diferenciada.Entre as arribas e as entradas em antigos espaços lagunares, como são exemplo, a zona de Aveiro, Figueira da Foz, Praia da Vieira, Paredes da Vitória, Pederneira, Lagoa de Óbidos e a ligação entre a ilha de Peniche e a plataforma continental, existe uma costa diferenciada, onde o acesso aos banhos estivais é de maior dificuldade.Talvez tenha sido o fácil acesso à praia de banhos da Nazaré que possa ter permitido o rápido desenvolvimento do turismo nesse século que, como se sabe, não mais viria a diminuir até aos dias de hoje,…

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