António Vieira Murraças. Um bacalhoeiro do século XIX, natural da Pederneira (Nazaré) – Parte I


A relação da comunidade nazarena com a pesca do bacalhau é de inegável importância, isto apesar de ainda não ter sido estudada do ponto de vista social, e não só económico.
Apesar dos vários estudos que sobre a pesca do bacalhau têm sido publicados (teses de doutoramento, mestrados e outros trabalhos), a Nazaré continua a “parecer omitir”, essa fase da história social dos nazarenos, uma vez que não conhecemos um único trabalho que aborde este tema!
Aos vinte e quatro dias do mês de Dezembro do ano de mil oitocentos e noventa e cinco, em cumprimento de uma carta de ordem assinada pelo Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Arcebispo de Mitylene, Juiz do Tribunal Contencioso Eclesiástico neste Patriarcado, com data de 16 de Agosto de 1895, lavrei o termo seguinte extraído da justificação a que se procedera a requerimento da viúva Balbina Christina, da Nazareth, freguesia da Pederneira:
Em o mês de Fevereiro do ano de mil oitocentos e oitenta e três, no alto mar, nas alturas da Terra Nova, andando com mais pescadores num barco saído desta Praia da Pederneira havia meses para a pesca do bacalhau, faleceu por submersão caído do mesmo barco, António Filippe Vieira Murraças, de idade cerca de trinta e cinco anos, casado que fora com Balbina Christina, pescador, filho legítimo de Joaquim Vieira Murraças, natural daqui. Deixou uma filha, não deixou testamento que conste. E para constar lavrei em duplicado este assento que assino. Pederneira, 24 de Dezembro de 1895 e cinco.
O Pároco José Pereira Garcia[1]


[1]Cf. Fontes Documentais – Século XIX – Doc. 13, f. 28. 

Continua…….um destes dias, meses ou anos.

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